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Desencanado

January 13

Brasil e o Oriente Médio


Até 20 anos atrás o Brasil era um país extremamente “fechado”, porém, aos poucos, a posição quase “apática” do Brasil com relação ao resto do mundo vem mudando.


Conforme a globalização avança, é impossível para um país, especialmente um país do tamanho do Brasil, continuar isolado. Nesse sentido, a abertura do mercado brasileiro que iniciou em 1991 durante a administração Collor trouxe inúmeros benefícios para os brasileiros. Produtos que antes eram praticamente inacessíveis à classe média brasileira começaram a ser importados e, em seguida, fabricados aqui.


Mas a abertura econômica não se limitou à simples entrada de novos produtos ou à exportação de produtos brasileiros a novos mercados. Gradualmente a importância geopolítica do Brasil foi aumentando e a habilidosa diplomacia brasileira está conseguindo que este país seja cada vez mais atuante globalmente.


Tropas brasileiras estão presentes no Haiti e no Timor Leste, com o objetivo de manter a paz nesses países. O Brasil é visto pelos Estados Unidos como o principal interlocutor na América do Sul (nesse caso o presidente Lula poderia ser visto como um mediador entre Hugo Chávez e o governo americano). Isso sem falar que a atuação do Brasil, juntamente com a Índia, nas negociações da Rodada Doha tem causado muita dor de cabeça para os líderes dos países desenvolvidos.


No entanto, ainda falta muito para que o Brasil seja reconhecido como um global player. E é nesse sentido que os esforços diplomáticos brasileiros vêm se concentrando no conflito em Gaza.


O Ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, foi enviado ao Oriente Médio pelo presidente Lula com o objetivo de contribuir com os esforços internacionais para alcançar uma trégua na Faixa de Gaza. A missão de Amorim é dar um impulso extra à diplomacia internacional que tenta convencer Israel e Hamas a aceitar a resolução do Conselho de Segurança da ONU e encerrar o conflito - pelo menos, temporariamente.


Mas por que o Brasil deveria se envolver nesse conflito?


Em primeiro lugar porque aqui no Brasil 12 milhões de imigrantes (e descendentes) de árabes e 200 mil judeus vivem harmoniosamente. Claro que alguém poderia argumentar que isso só acontece porque o território brasileiro é gigantesco, no entanto, a maior parte dos árabes e dos judeus que vivem no Brasil está concentrada em São Paulo state (estado que possui apenas 7% do território nacional).


Em segundo lugar porque o Brasil, desde a Segunda Guerra Mundial, não participou de nenhuma outra guerra. Para quem não sabe, o Brasil faz fronteira com outros 10 países da América do Sul.


Em terceiro, O Brasil não é nenhuma ex-potência colonizadora, não foi um ator da Guerra Fria e nem sequer possui campos de petróleo no Oriente Médio. Portanto, as ações do governo brasileiro não estão ligadas à defesa de interesses econômicos (para quem não sabe, o Brasil é auto-suficiente em petróleo).


Claro que o Brasil possui interesses econômicos nessa região, mas não estão diretamente ligados à questão do petróleo: o governo brasileiro dissuadiu outros países que formam o Mercosul a aceitar Israel como parceiro deste bloco econômico; por outro lado, Irã e Brasil estão cada vez mais próximos buscando oportunidades comerciais.


Contudo, afirmar que os interesses do Brasil são estritamente econômicos é uma mentira. O que pode ser afirmado “legitimamente” é que o Brasil está tentando mostrar que seria capaz de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.


Porém, nem mesmo essa afirmação seria a que mais está próxima dos verdadeiros desejos do governo e da sociedade brasileira. Para um brasileiro esse conflito não faz sentido. O Brasil é um país que foi e que está sendo construído por milhões de imigrantes que convivem harmoniosamente lado-a-lado.


E é justamente essa a maior lição que o Brasil aprendeu: a diversidade étnica e cultural constrói e gera oportunidades. Quer um produto melhor do que esse para ser exportado?


November 21

Brasil e Índia


Para que eu pudesse escrever esses últimos artigos, foi necessário, é óbvio, fazer uma série de pesquisas. Para escrever o primeiro não tive muita dificuldade porque as relações entre Brasil e Rússia são “antigas” (é sabido que desde os anos 30 a União Soviética possuía interesses aqui no Brasil). Para escrever o segundo o maior obstáculo foi selecionar as informações, pois a quantidade de informações sobre as relações entre a China e o Brasil são muito fáceis de se encontrar, porém muitas delas são contraditórias e nem valiam à pena.


No entanto, para escrever sobre as relações entre Brasil e Índia, tive um certo grau de dificuldade. Não porque não há informações sobre esses países, mas porque algumas características únicas de ambos (como autonomismo e pragmatismo político) tornaram a tarefa mais complicada do que eu imaginaria que fosse. Historicamente, as relações entre Índia e Brasil são muito antigas (desde o período colonial).


Contudo, as relações entre esses países quase passaram em branco no século XX, pois apenas mantiveram relações burocráticas, como a cooperação em órgãos burocráticos internacionais como a ONU. A primeira demonstração de interesse de aproximação maior deu-se com a visita da primeira-ministra Indira Ghandi em 1968.


Este gesto de Indira Ghandi foi motivado durante a II Conferência da UNCTAD pelo contato que manteve com as delegações latino-americanas e correspondeu ao entendimento de que a América Latina detinha interesses similares e conseqüentemente poderia ser parceira no processo de discussão para uma Nova Ordem Econômica Internacional.


Ainda que tendo assinado dois Acordos (Cultural e de Comércio), em decorrência de considerações relativamente similares, em especial o desconhecimento e a distância, as relações bilaterais mantiveram-se tímidas para não afirmar que inexistentes. Porém, as relações multilaterais tornaram-se mais intensas na medida em que os dois países participaram ativamente em discussões em fóruns políticos, econômicos e científicos, como na criação e desenvolvimento da UNCTAD e da AIEA.


Com o fim da Guerra Fria e a “ascenção” de uma nova ordem mundial no começo dos anos 90, os dois países começaram perceberam que o isolamento de ambos não traria benefícios (políticos ou comerciais). O Brasil começa a abrir (se hoje o Brasil ainda é visto como protecionista, você leitor não faz idéia de como a entrada de produtos importados aqui era restrita e sujeita a taxas que excediam o valor de centenas produtos em mais de 200%) sua economia na década de 90, assim como a Índia, e a diplomacia brasileira passa a buscar novos parceiros internacionais.


Nesse sentido, a visita do presidente Fernando Henrique Cardoso à Índia em 1996 para as comemorações da independência da Índia é repleta de significados.


Com a visita do Presidente K. R. Narayanan, em 1998, esta expectativa de cooperação foi reforçada com a ampliação dos acordos científicos para a área de medicina e saúde (nessa época o Brasil estava quebrando a patente de remédios para o tratamento da AIDS – para desespero dos grandes laboratórios farmacêuticos europeus e americanos).


Em 2003, então, é criado o IBSA Dialogue Forum, na verdade uma coalizão que possui um caráter mais pragmático e amplo do que as alianças temáticas ou ideológicas, sendo uma estratégia de representação de interesses do Sul nos diferentes fóruns negociadores, sem procurar se sobrepor às demais coalizões de Sul já existentes, ao contrário buscando reforçá-las ao também pressionar para a instauração de reformas nas instituições internacionais multilaterais.

Os recentes fracassos nas negociações da rodada Doha são resultado direta da atuação desses três países que buscam defender seus interesses nacionais, não se ubmetendo aos interesses dos países desenvolvidos.


Atualmente, as relações entre Brasil e Índia estão avançando e, apesar das economias não serem complementares/competidoras (como no caso de Brasil e China), há muitos interesses em comum que podem ser explorados de forma a beneficiar os dois países, especialmente depois que a Índia assinou um Acordo de Comércio Preferencial com os países que formam o Mercosul (450 produtos indianos possuem preferência tarifária), permitindo que a troca comercial entre esses países possa crescer muito nos próximos anos.


Enfim, a cooperação entre esses Índia e Brasil é essencial para que um mundo multilateral possa emergir. Qualquer acordo internacional que vise uma cooperação maior entre todas as nações não pode ignorar esses dois gigantes, pois se ignorá-los, estará fadada ao fracasso.

Brasil e China

A relação entre Brasil e China é muito complexa para ser analisada em apenas algumas centenas de palavras e o máximo que será possível fazer neste artigo é fornecer alguns indícios de como são as relações entre esses dois países e de como poderão ser algum dia.


No entanto, é impossível fazer uma análise do que acontece hoje sem voltar no tempo. Para ser mais específico, na década de 60, período em que o mundo era dividido pela Guerra Fria e em que qualquer país que tentasse ser “independente” (tentar livrar-se da influência americana ou soviética) pagaria um preço caro por tentar fazê-lo.


E foi isso que aconteceu com o Brasil.


Em 1961, quando o presidente Jânio Quadros renunciou seu cargo (a renúncia foi na verdade uma tentativa de golpe mal sucedida) seu vice deveria ter assumido, mas não foi o que aconteceu a princípio. Muitos setores da sociedade brasileira temiam “Jango”, pois acreditavam que ele era comunista e portanto tentaram dar um golpe de estado.


Coincidentemente ou não, Jango estava na China quando isso aconteceu, tentando restabelecer contatos diplomáticos. Provavelmente essa tentativa de aproximação com a China e com a União Soviética era o que realmente preocupava os americanos.


Claro que o Brasil não se tornaria comunista, mas o fato é que ter relações comerciais amplas com aqueles países seria algo bastante lucrativo, especialmente para o Brasil, que na época não era industrializado como é hoje. Atrapalhar o desenvolvimento do Brasil significa a manutenção da hegemonia americana na América Latina.


E os Estados Unidos conseguiram o que queriam em 1964, quando Jango foi definitivamente deposto e os militares iniciaram um regime de terror que duraria até 1985. Curiosamente em 1972 Nixon fez a mesma coisa que Jango desejava para o Brasil em 1961, mas em 1974 o Brasil estabeleceria relações com a China e apesar dos altos e baixos as relações são boas.


O Brasil, além de ser um grande fornecedor de commodities e de autopeças, também desenvolve projetos de infra-estrutura naquele país (como a construção de grandes hidroelétricas). Por outro lado, o Brasil importa bens de consumo popular, equipamentos eletrônicos e máquinas. Atualmente a China é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil (perdendo apenas para Argentina e Estados Unidos).


Porém, a relação Brasil-China é mais complexa do que a complementação comercial. Muitos produtos chineses concorrem diretamente com produtos brasileiros dentro do Brasil: calçados, tecidos, certos equipamentos eletrônicos, brinquedos (entre muitos outros). Devido aos baixos preços dos produtos chineses, alguns setores cobram do governo brasileiro medidas protecionistas. Por outro lado, medidas protecionistas do governo chinês impedem a entrada de produtos brasileiros de maior valor agregado, como óleos vegetais e farelo de soja.


Portanto, se por um lado o Brasil barra produtos chineses, a China faz o mesmo com produtos brasileiros. Com essa crise econômica mundial, a tendência é que tanto o Brasil quanto a China tornem-se mais protecionistas. Mas isso não é tudo.


Brasil e China estão competindo globalmente por novos mercados e novos parceiros. Muitos países africanos estão sendo disputados tanto pelo Brasil quanto pela China, com ambos fazendo promessas de investimentos.


Mas o mais curioso é a disputa entre Brasil e China por... Cuba! Ambos países estão disputando para extrair petróleo da Ilha dos Castro e por enquanto o Brasil está conseguindo vencer essa batalha (a Petrobrás assinou um acordo recentemente com Cuba para extrair offshore oil – estima-se que Cuba possua reservas de 20 bilhões de barris de petróleo e mais 1-trillion cubic feet of natural gas).


É interessante notar nessa última disputa entre Brasil e China quem sai perdendo são os Estados Unidos, pois persistem em manter um embargo econômico sem sentido contra Cuba. E quem ganha? Dois dos países BRIC, que muitos já consideram uma ameaça ao “Ocidente” (como se o Brasil não ficasse exatamente no Ocidente).


Enfim, a relação Brasil-China atualmente é marcada por um alto grau de complementação econômica, mas também por disputas comerciais e competitividade. Se é uma relação saudável, isso eu não poderia afirmar, mas por enquanto esses dois países se respeitam. E muito, pois precisam um do outro.



October 09

Acreditar

 


Esse vídeo acima é um dos melhores que já tive a oportunidade de assistir, embora a música não seja das melhores. Para quem não conhece o grupo, The Chemical Brothers é a melhor banda de música eletrônica que existe, pois cria músicas a partir de elementos inusitados como sons de animais e sons de fábricas.

Além disso, sua temática reflete um apouco o pessimismo da vida moderna, na qual sempre estamos vulneráveis a algum tipo de surpresa ou decepção que pode nos levar à loucura.

Nesse vídeo “Believe” a genialidade consiste na narrativa de um jovem operário que de repende se vê numa situação completamente maluca, sendo perseguido por máquinas da empresa em que trabalha. Mas o que isso significa? É justamente isso que tentarei comprovar através de uma hipótese (se é válida ou não, isso eu não sei).

Reáre que no começo do vídeo, ele está de frente a uma loja em que uma TV está mostrando um grupo de mulheres dançando. Isso nos diz duas coisas: ele está sozinho e é uma pessoa simples, provavelmente de uma classe social menos privilegiada, um operário como fica evidente depois.

Depois de um dia de trabalho, ao voltar para casa, depara-se com uma daquelas máquinas “tomando água”. Mais tarde, ele sonha que a máquina invade seu banheiro. Já perturbado, volta a trabalhar, olhando desconfiado para as máqinas.. É interessante notar que nesse ponto a música é repleta de sons típicos de equipamentos industriais, o que simboliza que ele não tem uma vida própria, ele vive para trabalhar. É infeliz e nem se dá conta disso.

Daí por diante, tudo começa a se complicar, ele as vê o tempo todo, em todos os lugares. Transforma-se num paranóico, pois acha que está sendo perseguido. Fica desesperado e foge de seu “perseguidor”, mas isso é impossível para ele.

Tenta fugir subindo no topo de um prédio, como se nas alturas ele pudesse livrar-se de seus problemas. Analisando a simbologia, ao “subir”, ele busca isolar-se por completo, numa tentatica de ver-se livre de tudo e de todos. Ele não tem medo das máquinas, mas sim da humanidade.

Os humanos são os monstros, os humanos é que são seus persegidores que não o deixam em paz. No entanto, o homem é um ser social por definição. Nenhum ser humano no mundo moderno consegue livrar dos demais, pois precisamos um dos outros.

E no final do vídeo isso fica evidente, o protagonista já não vê mais humanos, mas sim máquinas cercando-o. Quando o prédio desfaz-se ao seu redor, isso significa que toda a realidade dele desmorona. Ele perde totalmente o controle, entregando-se totalmente à loucura.

No entanto, saindo das imagens e prestando mais atenção na letra da música “I need to believe in something”, pode-se entender o que levou o protagonista ao estado de insanidade. Todos nós precisamos acreditar em algo: em algum deus, na Ciência, nas Artes, nos amigos ou na família. Entregar-se ao nihilismo por completo, leva-nos à mais pura insanidade.

Enfim, essa é a minha hipótese, e você? O que você acha que esse vídeo simboliza?

October 04

O Presidente Negro


Acho que todas as pessoas, ao menos uma vez, já ficou perdida em pensamentos tentando imaginar como seria o futuro. Como será o mundo daqui a 20, 100 ou 400 anos? O que irá acontecer com esse planeta ou com a humanidade?

Para ser sincero, embora ache esse tipo de coisa uma perda de tempo, não resisto e acabo me entregando a esse tipo de pensamento. Esse tipo de divagação nada mais é do que um tipo de masturbação mental, pois não leva a lugar nenhum e muitas vezes faz-nos perder nosso tempo com idéias absurdas que jamais poderão ser concretizadas. Claro que não estou dizendo que não devemos planejar nossas ações, isso seria entregar-se a um tipo de nihilismo absoluto, apenas estou afirmando que deixar nossa mente percorrer loucamente através de pensamentos é algo que nos afasta da realidade, uma espécie de auto-alienação.

Eu devo confessar que antes de dormir ou depois de fumar algo “engraçado”, começo a me masturbar mentalmente (no meu caso a masturbação é sociológica!) e as coisas mais malucas invadem a minha mente: vejo o retorno do nazismo, a democracia está condenada ao fracasso, novas formas de regimes totalitários irão emergir em breve, uma nova guerra mundial está se aproximando a passos largos, etc. Acredite, esses não são nem de longe os meus pensamentos mais pessimistas ou sombrios!

No entanto, não estou aqui para escrever sobre as minhas fantasias perversas, mas sobre um livro de um importante escritor brasileiro, Monteiro Lobato.

Lobato foi um importante escritor no início do século XX, sendo classificado como “pré-modernista”. Mas o que é um pré-modernista? Como o próprio nome sugere, é uma mistura de estilos: pode-se dizer que ele utilizava uma linguagem típica do século XIX, o Naturalismo, para escrever sobre temas que refletiam sobre a modernidade brasileira do início do século passado. Já escrevi anteriormente sobre outro escritor pré-modernista, o poeta Augusto dos Anjos.

Para ser mais específico, estou aqui para escrever sobre um livro escrito há 82 anos atrás. “O Presidente Negro” (também conhecido como “Choque de Raças”) foi o único romance de Monteiro Lobato direcionado para adultos; é interessante notar que é uma obra de ficção científica, algo raro na Literatura Brasileira. Basicamente, nesse livro Lobato antecipa a globalização, as facilidades promovidas pela internet, o crescimento econômico da China e o mais surpreendente: a candidatura de um presidente negro à Presidência dos EUA em 2228.

Nesse seu trabalho Monteiro Lobato preconiza a eleição de um presidente negro nos EUA. O momento político que possibilitaria isso viria da divisão da raça branca, entre um candidato do Partido Masculino (Kerlog) e uma candidata do Partido Feminino (Evelyn Astor). A neofeminista Evelyn Astor está com a vitória praticamente garantida, porém surge um outro candidato, um líder negro Jim Roy, que acaba eleito presidente.

Interessante essa “previsão”, não é mesmo?

Além disso, Lobato previu o trabalho à distância, que faria muitas pessoas trabalharem em casa e enviarem à empresa o serviço pronto mediante meios eletrônicos; jornais eletrônicos com noticiário em tempo real; eleições rápidas e mediante votos enviados à distância. Monteiro Lobato também imaginou uma outra interessante situação: o Brasil seria dividido, a região Sul juntamente com Uruguai e Argentina formariam um novo país.

Entretanto, pessoalmente fico intrigado com os fatores que teriam levado o escritor a escrever tal obra, especialmente sabendo que Lobato viveu nos Estados Unidos durante algum tempo. O que levou esse escritor a imaginar esse cenário?

De qualquer modo, deixando a masturbação mental de lado, mais uma vez pode-se constatar de que a VIDA imita a ARTE (quem afirma o contrário provavelmente não lê muito). Monteiro Lobato foi muito criticado enquanto estava vivo porque tinha opiniões fortes e não as escondia, chegando a ser preso por causa disso. E a História está demonstrando que ele estava certo em algumas de suas opiniões e projeções para o futuro. Goste ou não.

 
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